quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ser organizada - Minha jornada

Me organizar era um dos itens na minha lista de metas de ano novo desde os 15 anos. Minha desordem era tanta que eu pretendia só ter um filho depois que me tornasse mais organizada.
Tão desorganizada era que o filho veio antes da conclusão dos meus planos. No susto e depois de muita crise (e felicidade!) meu filho nasceu e trouxe tantas mudanças e transformações que deixou tudo ainda mais desorganizado. As coisas nem fluíam mais.
Comecei a achar que me organizar era tarefa impossível e só um milagre resolveria isso. Até que encontrei o Vida Organizada e dicas preciosas para me organizar, as principais foi a importância de destralhar e de não buscar a perfeição. Foi nele também que encontrei o blog The Busy Woman and the Stripy Cat e conheci o minimalismo, que foi o pontapé final que eu precisava para me organizar de fato.
Não foi um processo rápido, foram semanas entre destralhar, destralhar e destralhar. Mais alguns dias para encontrar soluções para o que tinha ficado e organizar de fato.

Joguei muita coisa fora, tralha que acumulei durante anos e que algum dia achei importante. Eram três caixas que se tornaram uma e ainda pretendo reduzir, mas o resultado já me trouxe uma satisfação incrível. Me senti mais leve, mais solta, era como se as coisas que joguei fora também livrassem minha mente e meu coração de tralhas. 
Foram esses sentimentos que trouxeram o que eu precisava para manter a organização e o mínimo, porque eu percebi que era o que tinha faltado nesses anos todos nessa busca que parecia impossível. Faltava prazer, faltava gostar de fazer isso. 
E foi só mantendo o essencial, destralhando com filosofia minimalista, e não buscando a perfeição (pouco é melhor que nada) que encontrei o prazer de organizar. O processo ficou simples, fluiu.
Agora, eu que sempre fui desorganizada, de repente gasto meu tempo planejando como organizar minhas coisas e cada vez que consigo uma solução legal, a satisfação volta.Por vezes o quarto volta a ficar desarrumado, roupa para passar em cima da cômoda (preciso encontrar uma solução para isso aliás), brinquedos espalhados, coisas fora do lugar. Mas eu tenho achado isso natural e faço o possível para resolver o mais rápido possível, sem me estressar, porque já não busco a perfeição e também porque tenho um bebê de 9 meses em casa que tem dias que me solicita mais e sempre bagunça muito. 


Um ponto importante nessa busca de organização é encontrar o prazer nisso e não fazer por simples obrigação ou porque achamos que precisa ser assim. Porque organizar, arrumar e limpar são tarefas para sempre. Não importa quantas vezes façamos terão que ser feitas tantas outras vezes, e podemos encará-las como um fardo ou como uma atividade gostosa, depende de nós. 


Como você pretende encarar essas tarefas?











quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cabelos - Tirar cheiro de cigarro


Essa semana tinha decidido falar da rotina de lavagem dos meus cabelos, mas percebi que ela não está bem estabelecida. Tem dia que funciona bem e o cabelo fica delicioso, tem dia que fica péssimo e ainda não entendi o porque. Vou tentar descobrir o porque e hoje dividir uma dica que descobri no improviso.
No dia que lavei os cabelos conversei com um fumante enquanto as madeixas ainda estavam úmidas, o que faz com que peguasse ainda mais cheiro de cigarro. Ao me deitar para dormir percebi que o cheiro estava bem forte. Era tarde para lavar de novo, mas eu estava muito incomodada e não conseguia nem pensar em me deitar com o cabelo daquele jeito.
Procurei no Google [vício!]: Como tirar cheiro de cigarros nos cabelos. Mas não achei nada relevante.
Lembrei de como o bicarbonato de sódio é usado como desorante e como não tinha nada a perder mesmo decidi testar nos cabelos para ver se ajudava um pouco. Passei o pó diretamente nos fios só esfregando com as mãos, sem molhar nem nada. Chacoalhei um pouco para tirar e só. Cheirei. E funcionou!
O cheiro sumiu quase que completamente, ficou bem fraquinho.

Simples, né? Fica a dica: para tirar cheiro de cigarro do cabelo use bicarbonato de sódio diretamente nos fios.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Cosméticos naturais - por que?



Há um tempo atrás experimentei fazer leite de aveia em casa para o meu filho. No final da receita era preciso coar o leite, fiz isso usando uma fralda de pano e apertando com as mãos. Bom, ele o odiou o leite (rsrs). Mas as minhas mãos nunca ficaram tão hidratadas!
Foi quando eu comecei a pensar nisso de cosméticos naturais, porque nenhum creme tinha deixado minha mão com essa hidratação e ainda por cima, não ficou grudenta como acontece com alguns cremes.Também pensei que era bem mais barato e que eu tive certeza de todas as substâncias que entraram em contato com minha pele.
Me interessei e fui pesquisar mais sobre fazer meus cosméticos na minha cozinha. A primeira coisa que descobri que é super difícil encontrar coisa boa sobre o tema. Comecei a achar que para ir por esse caminho seria preciso muita complicação, produtos estranhos para fazer a base dos cosméticos. Fui deixando para lá.
Depois encontrei a frase ayurveda: "Se você pode comer, pode passar na pele" (não lembro exatamente). E falava de como a pele era uma boca já que tudo que entrava em contato com ela ia para corrente sanguínea e adentrava nosso corpo. Comecei a pensar em tudo que minha pele já tinha "comido". E a vontade de usar produtos naturais foi aumentando, mas ainda parecia tudo tão complicado.
Até que comecei a acompanhar o blog Caminho do Meio, da Cacau Gonçalves, e por acaso (para quem acredita em acaso) ela postou sobre cosméticos naturais. Eram dicas simples e eu comecei a testar a dos cabelos na mesma semana (vou falar sobre isso em outro post, mas lá ela conta como faz).
Foi ai que a coisa engrenou e depois de ver os resultados, me animei ainda mais e decidi que ia mesmo entrar por esse mundo. Agora estou indo devagar, comecei pelos cabelos e depois vou testar o desodarante. Aos pouquinhos, vou contando aqui.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Como você se trata?


Já parou para pensar em como tem tratado a si mesma? E não estou falando de produtos, receitas, mas sim da forma que você realiza ações cotidianas de cuidados.
Por exemplo, ao escovar os cabelos toma cuidado para não ferir os fios, escovando com paciência e tranquilidade? Ou é uma escovada forte e efusiva? Ao se banhar, massageia a pele com a esponja ou esfrega? Durante a escovação dos dentes, passa a escova com força e até machuca a gengiva, ou faz movimentos delicados?
Pare por uns minutos e tente se lembrar de como executa essas ações diariamente. Pensou? E já pensou no que isso pode significar?
Essas ações diárias e quase automáticas são um reflexo de como nos tratamos como um todo. Se somos muitos bruscos e sem cuidado, provavelmente também teremos uma auto crítica implacável. Seremos muito bons em apontar nossos defeitos e em ignorar nossas qualidades. Seremos ótimos em nos culpar por tudo e passar o dias nos desculpando com os outros. Sem contar que trataremos assim nossas roupas, nossas coisas, nossa casa e até as outras pessoas.
Basicamente, falta amor. Amor próprio. Ou quem sabe sobre raiva de si mesmo. E se falta isso dentro, é difícil encontrar.
Vale uma reflexão interna sobre os porquês, o que incomôda? Onde falta amor e onde sobra raiva?
A parte mais interessante desse reflexo é que se mudarmos qualquer uma das imagens a outra, aos poucos, também muda. Que tal fazer o teste? Preste mais atenção a esses cuidados simples e diários, tenha mais delicadeza e carinho por você mesmo. Escove os dentes com calma, pentei os cabelos com suavidade, massageie a pele no banho. Repare nesses movimentos, faça com amor. E veja a mágica acontecendo.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cólica - nosso útero pedindo atenção.

Sangue em arte. Pintura feita com sangue menstrual da artista Vanessa Tiegs.


Minhas cólicas não costumavam ser fortes, muitas vezes nem chegava a ser dor, só uma sensibilidade maior no útero, como se ele dissesse: "Ei, estou aqui! Olhe para mim, me perceba".
Toda dor é um pedido de atenção que o corpo nos dá, um alerta que costumamos ignorar.
Vem a dor de cabeça gritando que a mente anda sobrecarregada, um analgésico encobre o aviso. A gripe vem pedir repouso para o corpo se equilibrar, alopatia não falta para sumir com a moleza. E assim vamos ignorando nosso corpo, e esse vai aprendendo a gritar. Uma dor de cabeça mais forte, uma gripe mais pesada, talvez uma pneumonia, nós respondemos com remédios mais fortes.
Se identificou? Está ouvindo seu corpo? Se não ouvir, o ciclo continua até que o corpo cansa, se irrita, grita alto e fala sério, muito sério. É quando amaldiçoamos a vida e o universo: Por que foi acontecer comigo?
Mas voltemos as cólicas e aos úteros.
A menstruação é o fim de um ciclo que se inicia na ovulação. O sangue mensal é uma espécie de morte, o corpo se limpando antes do início do próximo ciclo. É a lua minguante que chega logo após a cheia e precede a crescente.
E a cólica vem para nos lembrar disso, que nosso corpo está ocupado nessa limpeza, nessa reciclagem. Vem pedir uma desacelarada no ritmo diário, um olhar mais atento para o nosso interior. É hora de pensar no que precisamos deixar ir embora? Refletir sobre a nossa força rubra, nosso feminino, nossa sexualidade.
Quando não fazemos essa pausa e não olhamos para dentro, a cólica vai ficando mais forte, traz os distúrbios também, a tal da tensão (TPM). Às vezes, ignoramos tanto esse aviso que o corpo se rebela, traz uma cólica aguda que nos obriga a ficar na cama, por quê? Ora, se você não pára, se não responde ao corpo, ele te obriga a isso, te coloca na cama e te faz parar.
Mas como parar com esse mundo louco? Tem trabalho, estudos, casa, namorado, vida social...ufa! Calma que ninguém precisa se isolar e parar com tudo para responder ao corpo (só se você achar que é o que precisa e gostar disso). Veja algumas formas de sossegar e ouvir o corpo, você pode aplicá-las por alguns minutos por dia.

1. Perminta-se sentir a dor. Onde dói? Como dói?

Ao invés de fugir da cólica se entregue a ela, esqueça um pouco dos remédios e se permita sentir. Não, não é para se torturar e sentir dor a toa, mas quem sabe se você parar e sentir a cólica por 15 minutos ela não fica assim, tão dolorida?
Sinta sem pensar muito, só se concentre na dor. Se for mais fácil, tente definir: são pontadas que vem e vão? É uma dor constante? Mas é interessante tentar ultrapassar o racional e definições são racionais.
Não, não é simples. Fomos ensinados a ignorar a dor, a esquecê-la, a driblá-la. Mas tente por alguns minutos.

PS:  Se não quiser (ou não puder) largar o remédio tente fazer isso enquanto espera ele fazer efeito.




2. Ouça seu corpo. O que ele quer?

Você sentiu a dor, se concentrou nela e isso já atraiu sua atenção para o corpo. Agora tente ouvir o que ele te diz. A dor continua forte e incômoda? O que será que ele precisa para aliviar essa dor?
Pode ser deitar um pouco ou quem sabe um exercício leve. Pode ser que você precise alongar um pouco, colocar as pernas para cima, ficar de cócoras. São tantas possibilidades, explore e deixe fluir. Seu corpo sabe.
Talvez uma compressa morninha de camomila ou uma bebida quente, um chá, por exemplo. Um banho morno também pode ajudar.
Cada uma tem suas necessidades e preferências. Algumas preferem se isolar, outras o aconchego de alguém especial. Por que não pergunta para outras mulheres como elas lidam com isso? Pode ajudar a ter ideias. Por aqui a solução é dançar.

3. Ouça sua mente. O que passa por ela nesse período?

Muitas só pensam em como é horrível menstruar e que odeiam ser mulheres nesses dias. Mas isso é só a casca, temos que ir além disso. Por que você odeia tanto menstruar? O que você está evitando pensar ou enxergar? Por que teme sua feminilidade? O que não quer deixar morrer?
Olhe para dentro, observe seus pensamentos. Cada um faz isso do seu jeito, algumas meditam, outras dançam, outras só pensam.


4. Conecte-se com seu sangue, com seu útero, com seu corpo.

Você já viu seu sangue? Já cheirou? Tem nojo? Não será um reflexo de como encara ser mulher e sua sexualidade?
Um bom jeito de fazer isso são os coletores menstruais. Esqueça os preconceitos, o sangue é nojento e mal cheiroso só no absorvente. Aliás, se pensarmos que no absorvente ele fica em contato com a pele e ar e se enche de bactérias que dentro do corpo não tem, os coletores são mais higiênicos e mais ecológicos. Já pensou quanto de absorventes já mandamos para o lixo até hoje? Pois é.
Há até quem faça arte com seu próprio sangue! Vanessa Tiegs usou o sangue menstrual como tinta, confira.

5. Conecte-se com a Lua
A lua não rege só os mares, mas também nossos corpos. Sabia que os bebês costumam nascer na virada da lua? Principalmente quando é a lua cheia apontando no céu. Com a menstruação não é diferente, observe em que fase da lua seu sangue vem.

Não desista na primeira vez.
Depois de tanto tempo ignorando nosso corpo e nossa essência não é fácil voltar a falar com ela. É como um amigo de infância que há muito não vemos. A conversa nem sempre flui como antes logo de cara, é preciso insistir, se religar. Repita por mais de um ciclo.

Leituras sobre o assunto.
Para quem gosta de ler uma boa dica é procurar sobre a menstruação. Desde a explicação biológica até a sociológica. Ou quem sabe um bom romance de mulheres que sangram? Algumas sugestões:

Rubra força: fluxos do poder feminino - Monica von Koss
A Tenda Vermelha - Anita Diamant  (No Mulher Verde há uma boa prévia do livro)
Vermelho Escarlate por Silva Badim

E que o sangue sagrado que flui de nossos ventres seja mais respeitado!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

No meu bolso

Um dia eu virei mãe e a vida virou de cabeça para baixo. A casa tornou-se campo de guerra, o guarda roupa um buraco negro, meu peito um quebra cabeças, minha alma se dividiu e minha cabeça se fundiu. E o coração? Desse é melhor nem falar...
O caos tomou conta de tudo. Me vi despedaçada e desordenada.
Mesmo sendo virginiana nunca fui do tipo organizada, talvez fosse no trabalho, mas nas outras área a Lua em Aquário falava mais alto. Mas até então era uma bagunça organizada, eu conseguia pensar, conseguia viver, minhas listas resolviam os problemas.
Quando vi aquele ser lindo precisando me mim e tanta desordem em volta, percebi que a organização seria essencial para mim e para ele. Era hora do meu lado virginiano falar mais alto.
Foi assim que comecei a ler sobre o assunto, comecei por aqui. Absorvi muito, encontrei possibilidades, mas foi só quando cheguei aqui é que encontrei a solução real: para organizar era preciso minimizar. Só tendo menos coisas, leia-se ter apenas o útil, eu conseguiria organizar tudo.
O estilo de vida minimalista fez muito sentido para mim. O desapego era o que eu precisava, desapego de coisas, de idéias, de sentimentos, de pessoas...
Foi jogando tudo o que eu não precisava fora que as coisas começaram a melhorar, fiquei mais leve, comecei a pensar melhor, a enxergar melhor o que restava por trás de tanta bagunça.
E cheguei a outro ponto: cuidar.
Percebi que faltava cuidado, essa era origem de tanta bagunça, do lado de fora e do de dentro.
Falta de cuidado comigo mesmo, que se estendia para minhas roupas, pertences, ambientes e saúde. E se eu não mudasse, se estenderia para meu filho.
E foi assim dessas necessidades todas que surgiu a vontade de escrever sobre essa caminhada e esse blog, ainda há muito por fazer. Vem comigo!