domingo, 29 de agosto de 2021

Autópsia interior

 Falo e escrevo muito em primeira pessoa. Fico me achando egocêntrica, autocentrada... provavelmente eu seja. Mas eu gosto mesmo de compartilhar minhas impressões e descobertas internas, meu jeito de ver o mundo... porque acredito que seja apenas um ponto de vista, não uma verdade talhada em pedra. Então, falo em primeira pessoa.

E fico esperando que me respondam também em primeira pessoa, contando como é dentro delas. Fico esperando trocas profundas, conexões internas... não vem.

Talvez eu seja a única com esse prazer em auto-observar tudo que se passa dentro de mim. De entender porque sinto, penso ou acredito em algo. Talvez só eu goste dessa autópsia interior...

Autópsia. Parece um bom termo, pois a cada descoberta, a cada vez que escavo um novo segredo sobre mim mesma uma parte parece morrer. Não uma morte triste e dolorida, mas uma morte quase suave que dá espaço para mais vida. Mato um preconceito, nasce um novo olhar mais respeitoso. Mato um julgamento, nasce empatia e acolhimento.

Seria bonito dizer que é sempre assim, suave e positivo. Sempre trocando o 'ruim' pelo 'bom'. Não sei dizer se é. Sei que parece ser sempre um olhar mais amplo, menos focado e fechado.

sigo buscando com quem trocar.


quinta-feira, 1 de julho de 2021

Percepções de quando descobri a ah/sd

 Descobrir a superdotação - em sua conceituação atual e não na imagem mental e estereotipada que eu tinha - me fez entender os tantos processos que passei a minha vida toda. Mais que isso, entender porquê eu tinha tanta consciência deles. Uma consciência densa e profunda de tudo que se passava dentro de mim, complementada pela consciência do que se passava externamente.

O âmbito racional é só um dos pontos e, para mim o menos impactante. Talvez porque minha inteligência tenha sido sempre reconhecida externamente o que me facilita o autoreconhecimento. Ao mesmo tempo que ainda penso que ela está aquém a inteligência que eu imaginava que deveria ser de um superdotado (a dificuldade de falar e pensar esse termo no feminino não é a toa). 

Seguindo: o choque, a libertação e a explosão de sentido se deu quando eu vislumbrei conceitualmente a possibilidade de todo meu sofrimento emocional e sensorial serem também um reflexo da superdotação.

Então quer dizer que esse sufocamento de emoções que me aterra é "comum"? Essa invasão sensorial do mundo externo que me tira do eixo, me faz perder o ar é algo compartilhado com meus pares? EU TENHO PARES?!

Por tanto tempo julguei que esse sentir excessivo, essa flor da pele emocional era um erro, uma falha, pior: uma falta de desenvolvimento, um atraso. Por que sentir era tão pesado? Por que as outras pessoas não paralisavam como eu? Por que tudo era tão maior que eu?

E então eu vi que nada disso era maior que eu, mas que eu havia feito tanto esforço para em apequenar, para caber na realidade que eu via como certa que diminiu meu tamanho e ele não dava conta desse sentir. 

E sinto aqui um desejo enorme de culpar os outros, meu entorno, a sociedade... dizer que eles me ensinaram a fazer isso. Mas a clareza dos meus processos me mostra também que esse apequenamento foi uma decisão minha. Talvez decisão seja uma palavra forte, porque acho que eu era pequena demais quando isso se deu. Eu sentia profundamente o mundo interior, eu enxergava também o exterior: microexpressões, sons, olhares, o tom de voz...

Muito cedo aprendi nessa leitura humana o que era ou não "normal". O que era ou não o esperado. E me moldei, e fui criando essa forma para me encaixar. Eu pensava em imagens: sábado era um quadrado amarelo, domingo um círculo vermelho. Mas isso soou estranho pois não era assim que a maioria pensava. Então tratei de limar e guardar como uma lembrança divertida de uma criança aprendendo a pensar como os outros.

 Essa riqueza sensorial externa também me fez sofrer. Ler tantas pessoas e ao mesmo tempo, e isso trazer gatilhos internos... era sufocante. Mas esse sufocamento se dá muito por eu entender esse funcionamento como falha: uma imaturidade emocional que me impedia de criar limites entre mim e o mundo. Um defeito de fabricação que me fazia ser vulnerável demais, suscetível demais e a culpa de me permitir ser assim. E então além do apequenamento criei a culpa, a vergonha por ser quem eu era.

Diferente demais, sensível demais, influenciável demais. A inteligência parecia ser só uma das poucas qualidades, mas nem era assim tão maior, brilhante ou genial como um superdotado deveria ser. Um pontinho acima da média, uma curvinha diferente que frente as falhas de fabricação se dissipava. Pior: de que me adiantava essa inteligência tão admirada por uns (odiada por outros) se eu não podia usa-la inteira devido as paralisações do excesso do sentir? Das falhas emocionais e sensoriais que me vinham.

A ansiedade que me tomava já quando criança me fez achar que eu nunca poderia fazer nada grandioso porque ser vista demais também não era agradável: os estímulos que vinham com a visibilidade eram maiores. Mais gente, mais olhares e microexpressões, mais pensamentos para tentar decifrar. Mais gatilhos internos sendo ativados. E mesmo sem ser o foco os gatilhos sensoriais já me são demais.

Só de me imaginar na Praça Dom Epaminondas com mil pessoas passando, os sons, as vozes, o excesso. Me sinto ainda menor e mais frágil. Pareço perceber meu raciocínio se esvair, fica difícil pensar nesse cenário. - como posso ser inteligente se meu cognitivo se esvai assim?

Não dar conta do centro de uma cidade me fazia achar que era bicho do mato. Acostumei com a cidade pequena, o marasmo. "Meu cérebro não tem plasticidade para se adaptar a uma cidade grande". 


Enquanto escrevo essas percepções já tão mudadas pelas novas descobertas sobre mim e a ah/sd lembro dos momentos que fui adaptando meu discurso.

Hoje percebo a minha dificuldade de manter uma conversa por mensagem, cada frase passa por um filtro interno para não soar diferente demais:

- varro meu vocabulário buscando termos mais comuns. Palavras incomuns e termos diferentes são mal vistos, as pessoas consideram arrogância e elitismo.

- Penso e repenso a ordem das palavras, linear o suficiente?

- texto escrito: leio e releio. Profundo demais? Complexo demais? Informação demais? Não quero soterrar ninguém com excesso de informação.

- está seco demais? Quero ser gentil, não quero que entendam como complexo de superioridade ou arrogância. 

 - falar é difícil demais porque esse filtro fica ainda mais pesado. E se torna um passo a mais na tradução do pensamento. 

Esse filtro serve para me manter protegida da interpretação de arrogância e de superioridade. Mas tem também a função de tornar a comunicação mais palatável para os demais.


A expressão e a comunicação são essenciais para mim. Me alimento delas desde muito nova. Mas me expressar e me comunicar por si só não me é suficiente. Eu preciso que o que comuniquei seja entendido, considerado.

E mais uma vez, desde muito nova, aprendi a ler essa compreensão: rosto franzido tentando entender o que eu disse, olhar perdido ignorando o que eu disse, sinais corporais querendo sair da conversa...

Dizer não era suficiente para mim. Eu queria dizer e queria que escutassem, depois entendessem e o melhor dos mundos era que acompanhassem meu raciocínio e seguissem raciocinando comigo... era tão raro. 

 O problema da raridade era que me fez entender que a errada era eu. Todo mundo se comunicava, estabelecia diálogos, porque eu não conseguia? Por que minhas ideias eram tão complexas? Por que demorava tanto para eu tentar traduzir um pensamento? E por que na maioria das vezes eu não conseguia?

Calar se tornou mais seguro. Criar um filtro para linguagem essencial foi um caminho - e nesse instante percebo de onde vem meu cansaço. Por que escrever uma simples mensagem me esgota. E penso que esse é só o começo das minhas descobertas sobre mim mesma sob esse novo prisma.



quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sentido

E um dia as passadas trôpegas começam a fazer sentido.
Não é um sentido racional, objetivo, não é o sentido que eu esperava.

É melhor.

É um sentido estranhamente, literal, é SENTIR que eu sigo para onde deveria. Lugar esse que não sei onde é. E hoje, isso simplesmente não importa. Sigo sabendo que meu coração e meu sentir me guiam e isso me basta.

Cada dia traz a sensação de que o objetivo que me propus no final de 2010 foi alcançado, pode não ter sido de todo, mas o processo está aqui e é ele que me importa.

Naquele dia em que decidi me dedicar a ÁGUA e a tudo que ela me traria, recebi de volta o dom de gestar, de gerar, de criar, de transmutar e de SENTIR. Recebi no ventre uma semente. E essa semente trouxe Benjamin, mas trouxe também tantas coisas mais. Eram as águas rompendo em minha vida.
Não foi fácil, não foi sem dor, o sofrimento muitas vezes esteve presente. E eu sei que tudo fez parte do processo para que pudesse aprender o que as mulheres maravilhosas que cruzaram meu caminho (online ou concreto) falavam tanto: Aceitar, Confiar e me Entregar.

Muitas vezes eu não entendia a lição, minha mente a repetia constantemente, mas meu peito não conseguia seguí-la. E então fui percebendo o vazio das palavras, o vão entre o falar, pensar e o sentir, fazer.

Não posso dizer que a lição foi definitivamente aprendida, diariamente tento olhar para o que não estou aceitando. Acho que ainda nem cheguei de verdade ao confiar e me entregar. Mas é isso que é, um exercício diário, um exercício para ser feito no presente. Interiorizar isso e fazer no automático é que são elas... um dia chegarei lá. Enquanto isso, me esforço para tomar consciência do que não aceito, do que me nego.

E assim, as águas fluíram. A represa se rompeu. As emoções fluem e nem sempre eu sei lidar com elas, muitas vezes a segurança de me anestesiar volta (e eu tento aceitar! rs).

Mas sinto que essa jornada me colocou mais perto do que eu busco: eu mesma. Me sinto mais senhora de mim, mais autêntica. E por mais que às vezes eu insista em olhar para a metade vazia, para o que está ruim, para o que está estagnado a outra parte de mim flui, cresce.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

...huuuunf ahhhhhhh....

Eu sei, eu sei. "Eu não tenho tempo" é o novo "o cachorro comeu minha lição de casa"*. Mas é, não tem sobrado muito tempo para escrever. Entre cuidados com meu filho e crises existenciais está difícil parar para escrever.

Na verdade, tenho aproveitado os espaços de tempo para ler, li muito nesses últimos dias e foi como recuperar uma parte de mim. Foi bom lembrar de como um livro pode ser um farol para mim. Me perder em histórias alheias faz com que eu me desligue dos meus pensamentos, e acredite, meus pensamentos são bem doentios.

Mas não dá para ficar fugindo deles para sempre.
Não dá e não posso.

Eu nem sei bem o que me incomoda. Às vezes penso que pode ser só imaturidade, e parte de mim quer sentar e esperar passar, vou crescer um dia, né? Mas e se não for? Se eu chegar aos 34 e continuar assim, com essa nostalgia, com essa sensação de que não vale a pena viver?

De onde vem tanto desânimo? De onde?
De onde surgem os pensamentos negativos?
De onde vem tanta irritação? O que consome minha paciência?

Onde encontro meu equilíbrio?
Que vida eu quero para mim?
Quem eu quero ser?

É como se eu tivesse todas as respostas, mas não as conseguisse tirar de mim. Como ter as soluções e não consegui-las por em prática.

Droga, me sinto uma adolescente. Sei lá, talvez ainda seja...








*Analogia bacaninha que vi no Facebook.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

As aventuras de Pi, o poder da escolha e a maldita voz interna



Já faz um bom tempo que vi o filme As Aventuras de Pi, talvez uns 6 meses. Logo depois do filme a primeira coisa que me veio a cabeça foi Escolha, escolher ter fé.
Essa semana o filme voltou aos meus pensamentos na hora de dormir, sem motivo aparente, junto com essa minha primeira interpretação baseada na escolha.
Pensando melhor nisso de se escolher ter fé: escolhemos acreditar ou não em uma força superior. A fé é uma escolha, não se tem provas, não se tem nada além da escolha de acreditar.
Muita coisa na vida é assim, senão tudo. Todos temos coisas boas e coisas ruins, problemas e motivos para sermos gratos, milagres e dificuldades. Mas focar no lado bom ou no lado ruim é uma escolha pessoal e que para mim é muito parecida com acreditar ou não em qualquer divindade.

É a velha história da metade vazia ou da metade cheia do copo.

Por muito tempo eu escolhi olhar só para o negativo e amaldiçoar todos os problemas. Mas desde que escolhi mudar o foco, mudar a visão, e lembrar de tudo porque sou grata, as dádivas e milagres da vida tenho me sentido melhor, tenho mais vontade de acordar de manhã, valorizo mais meus dias.

E não, não é fácil mudar a visão quando se está acostumada a olhar a metade vazia. No começo parece meio forçado, procuramos uma coisa boa, pensamos nela, agradecemos por ela, e aquela 'vozinha' irritante dentro da cabeça nos faz sentir idiota, tenta lembrar de tudo de ruim que temos e principalmente que somos. Calar essa voz não é fácil. E eu nem sei bem dizer se ela é minha, se ela é da sociedade, se ela é da minha criação, se ela é instintiva, acho que um pouco de cada, e sua única função é atrapalhar...

Então quando a voz diz algo como "Você faz tudo errado! Por que não é mais cuidadosa?" eu tento reconhecer de onde ou de quem ela vem (tenho aprendido a descobrir as fontes e isso ajuda a eliminá-la). Por vezes ela é de uma pessoa a minha volta que me disse tanto isso ou se disse tanto isso que eu a espelhei, por vezes é da mídia, da sociedade, ou de alguma crença minha mesmo...
Depois tento descobrir o que ela me mostra, nesse caso, por que eu acredito que não sou cuidadosa? Tento vasculhar dentro de mim. Se realmente eu achar que não sou cuidadosa, tento aceitar.

"Ok, eu não sou cuidadosa. Mas eu vou aprender a ser. E ficar me culpando por isso não vai ajudar. Aceito que sou assim e vou fazer melhor sempre que puder."

É incrível o quanto aceitar ao algo ao invés de lutar contra nos permite fluir e iniciar a mudança. Que não, não é simples, nem fácil, mas sem a cobrança, a culpa ou as vozes irritantes, fica gostoso! Porque estamos melhorando, crescendo, ao invés da frustração por sermos assim, fica o prazer da possibilidade de sermos melhores hoje do que fomos ontem, e melhor ainda amanhã!

E essa mesma voz vai voltar de novo, e de novo, e de novo... mas já sabendo a origem e o porque ela vem, eu consigo mandar ela calar a boca. (É isso mesmo que eu faço, gente! Eu mando ela calar a boca, às vezes vai um palavrão junto, mas deixa para lá, né? A questão é que funciona rs).

Das crenças mais difíceis são as que ouço de todos a minha volta desde que me lembro por gente, por exemplo: que eu sou preguiçosa e bagunceira. E hoje penso se essa é mesmo minha essência ou me condicionei assim pela crença alheia. Porque estou levantando as 5h30 da manhã com prazer, minha casa está organizada, vou encarar um dia de trabalho que me deixa muito feliz... será que sou mesmo preguiçosa e bagunceira? Ou será que me fizeram acreditar que eu fosse? A verdade é que eu nunca vou ter essa resposta, porque também é possível que meu prazer venha de conseguir contradizer os outros (hoho), mas sigo tentando eliminar as crenças limitadoras, aceitando o que sou e melhorando o que quero e preciso.

Nem sempre as crenças vem claras na mente, às vezes não tem uma voz dizendo "Por que você tem de ser tão preguiçosa?". Mas tem o incômodo por não conseguir dar conta de alguma coisa, e a sensação que qualquer outra pessoa daria e o defeito é comigo. São desdobramentos mais sutis da crença e bem mais difíceis de lidar!

Ahh, outra forma de perceber essas crenças internas é olhar com calma sempre que algo que alguém nos diz incomoda e pisa na ferida, sabe como é? Então, tem crença limitante ai!

E você, quais suas crenças limitadoras? Quais já consegui combater?

PS: Ainda tenho várias! Algumas que ainda me fazem sentir muito mal e que me fazem sentir que tenho defeito o suficiente para não ter coragem de declarar aqui. Muito trabalho pela frente! rs




terça-feira, 1 de outubro de 2013

A terapia do choro

Nos últimos dias tive de encarar o choro de diversas formas.

No domingo eu chorei  minhas dores. Meu peito foi invadido pelo medo e me sentia perdida. Meus pensamentos ficaram absurdamente negativos. Não conseguia sentir gratidão ou enxergar as coisas boas (e isso foi consciente, tentei mentalizar coisas boas!). Enquanto despejava toda tristeza no ouvido do meu marido (obrigada, amor! rsrs) a vontade de chorar veio tímida e permiti o choro.

Chorei lágrimas. Chorei lamentos. Falei tudo de ruim que passou na minha cabeça. E quando não sobrou mais nada, nem lágrima nem lamento, me senti leve! Foi como se o desabafo em lágrimas e palavras colocasse tudo para fora de mim. Como esvaziar um copo cheio e dar espaço para esperança novamente.

Isso me fez pensar no porquê de hoje em dia ser tão difícil chorar.
Por que seguramos e temos vergonha das lágrimas?

Nos incomodamos com o choro das crianças, dos bebês. Não gostamos de ver adultos chorando. Tentamos agradar, distrair, estancar as lágrimas! Mas elas são terapêuticas, ao cair fazem uma faxina e nos fazemos sentir melhor.

Depois encarei mais uma situação com choro e percebi o quanto tentei evitar o choro do meu filho e como isso fez mal para nós. (falei melhor sobre isso aqui)

Acho que preciso reaprender a chorar, em alguma parte do meu caminho me ensinaram que chorar é ruim e vergonhoso. Que incomoda! Assim como devem ter ensinado para você. Mas podemos mudar isso. Podemos aceitar e receber o choro, agradecer sua presença e sua faxina emocional. Ensinar nossas crianças que chorar é preciso. Não nos envergonharmos ou irritarmos com o choro dos pequenos ou dos adultos.

Agora vejo o choro como uma ponte entre a desesperança e a esperança. Entre a vontade de desistir e a de tentar de novo. Entre e a insegurança e a confiança.

E você? Aceita seu choro? Aceita o choro alheio ou fica desesperado esperando que acabe logo?

Dê boas vindas as lágrimas!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Colhendo os frutos do Projeto BomDia! (e também a Ayurveda)

Imagem daqui: http://www.saladeayurveda.com/2009/03/dinacharya.html


Comecei o Projeto BomDia! (que tinha o objetivo de me fazer acordar cedo diariamente) por esses motivos, mas como falei nesse post acabei achando melhor interrompê-lo.
Pois bem, mesmo tentando não encarar como falha o gosto amargo de não conseguir tinha ficado. Tentei afasta-lo e não me culpar. Consegui respeitar meus limites frente as circunstancias.
Pois bem, eis que alguns dias depois disso tudo percebi que o Projeto realmente funcionou!
Nesses últimos dias tenho acordado entre 6 e 7 horas sem despertador ou esforço. O esforço é sempre para levantar... rsrs
Mas acordo bem disposta, sem a sensação que preciso dormir mais (como aconteceu nos dias que me fizeram rever o projeto).
Paralelo a isso, estou estudando sobre Ayurveda e perdidamente apaixonada por essa medicina. Encontrado muitas das minhas reflexões, dos meus desequilibrios e intuições nos estudos.
Encontrei sobre a importância da boa digestão de tudo que absorvemos e de como as toxinas nos fazem mal. Como tinha refletido nesse e nesse post.
Sobre a importância do auto cuidado e do carinho conosco que me lembrou esse post.
Até sobre a importância da rotina e da regularidade que me fizeram iniciar o Projeto BomDia!.
Continuo meu caminho, com um passo de cada vez e a certeza que a vida flui com leveza quando permitimos.