quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

...huuuunf ahhhhhhh....

Eu sei, eu sei. "Eu não tenho tempo" é o novo "o cachorro comeu minha lição de casa"*. Mas é, não tem sobrado muito tempo para escrever. Entre cuidados com meu filho e crises existenciais está difícil parar para escrever.

Na verdade, tenho aproveitado os espaços de tempo para ler, li muito nesses últimos dias e foi como recuperar uma parte de mim. Foi bom lembrar de como um livro pode ser um farol para mim. Me perder em histórias alheias faz com que eu me desligue dos meus pensamentos, e acredite, meus pensamentos são bem doentios.

Mas não dá para ficar fugindo deles para sempre.
Não dá e não posso.

Eu nem sei bem o que me incomoda. Às vezes penso que pode ser só imaturidade, e parte de mim quer sentar e esperar passar, vou crescer um dia, né? Mas e se não for? Se eu chegar aos 34 e continuar assim, com essa nostalgia, com essa sensação de que não vale a pena viver?

De onde vem tanto desânimo? De onde?
De onde surgem os pensamentos negativos?
De onde vem tanta irritação? O que consome minha paciência?

Onde encontro meu equilíbrio?
Que vida eu quero para mim?
Quem eu quero ser?

É como se eu tivesse todas as respostas, mas não as conseguisse tirar de mim. Como ter as soluções e não consegui-las por em prática.

Droga, me sinto uma adolescente. Sei lá, talvez ainda seja...








*Analogia bacaninha que vi no Facebook.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

As aventuras de Pi, o poder da escolha e a maldita voz interna



Já faz um bom tempo que vi o filme As Aventuras de Pi, talvez uns 6 meses. Logo depois do filme a primeira coisa que me veio a cabeça foi Escolha, escolher ter fé.
Essa semana o filme voltou aos meus pensamentos na hora de dormir, sem motivo aparente, junto com essa minha primeira interpretação baseada na escolha.
Pensando melhor nisso de se escolher ter fé: escolhemos acreditar ou não em uma força superior. A fé é uma escolha, não se tem provas, não se tem nada além da escolha de acreditar.
Muita coisa na vida é assim, senão tudo. Todos temos coisas boas e coisas ruins, problemas e motivos para sermos gratos, milagres e dificuldades. Mas focar no lado bom ou no lado ruim é uma escolha pessoal e que para mim é muito parecida com acreditar ou não em qualquer divindade.

É a velha história da metade vazia ou da metade cheia do copo.

Por muito tempo eu escolhi olhar só para o negativo e amaldiçoar todos os problemas. Mas desde que escolhi mudar o foco, mudar a visão, e lembrar de tudo porque sou grata, as dádivas e milagres da vida tenho me sentido melhor, tenho mais vontade de acordar de manhã, valorizo mais meus dias.

E não, não é fácil mudar a visão quando se está acostumada a olhar a metade vazia. No começo parece meio forçado, procuramos uma coisa boa, pensamos nela, agradecemos por ela, e aquela 'vozinha' irritante dentro da cabeça nos faz sentir idiota, tenta lembrar de tudo de ruim que temos e principalmente que somos. Calar essa voz não é fácil. E eu nem sei bem dizer se ela é minha, se ela é da sociedade, se ela é da minha criação, se ela é instintiva, acho que um pouco de cada, e sua única função é atrapalhar...

Então quando a voz diz algo como "Você faz tudo errado! Por que não é mais cuidadosa?" eu tento reconhecer de onde ou de quem ela vem (tenho aprendido a descobrir as fontes e isso ajuda a eliminá-la). Por vezes ela é de uma pessoa a minha volta que me disse tanto isso ou se disse tanto isso que eu a espelhei, por vezes é da mídia, da sociedade, ou de alguma crença minha mesmo...
Depois tento descobrir o que ela me mostra, nesse caso, por que eu acredito que não sou cuidadosa? Tento vasculhar dentro de mim. Se realmente eu achar que não sou cuidadosa, tento aceitar.

"Ok, eu não sou cuidadosa. Mas eu vou aprender a ser. E ficar me culpando por isso não vai ajudar. Aceito que sou assim e vou fazer melhor sempre que puder."

É incrível o quanto aceitar ao algo ao invés de lutar contra nos permite fluir e iniciar a mudança. Que não, não é simples, nem fácil, mas sem a cobrança, a culpa ou as vozes irritantes, fica gostoso! Porque estamos melhorando, crescendo, ao invés da frustração por sermos assim, fica o prazer da possibilidade de sermos melhores hoje do que fomos ontem, e melhor ainda amanhã!

E essa mesma voz vai voltar de novo, e de novo, e de novo... mas já sabendo a origem e o porque ela vem, eu consigo mandar ela calar a boca. (É isso mesmo que eu faço, gente! Eu mando ela calar a boca, às vezes vai um palavrão junto, mas deixa para lá, né? A questão é que funciona rs).

Das crenças mais difíceis são as que ouço de todos a minha volta desde que me lembro por gente, por exemplo: que eu sou preguiçosa e bagunceira. E hoje penso se essa é mesmo minha essência ou me condicionei assim pela crença alheia. Porque estou levantando as 5h30 da manhã com prazer, minha casa está organizada, vou encarar um dia de trabalho que me deixa muito feliz... será que sou mesmo preguiçosa e bagunceira? Ou será que me fizeram acreditar que eu fosse? A verdade é que eu nunca vou ter essa resposta, porque também é possível que meu prazer venha de conseguir contradizer os outros (hoho), mas sigo tentando eliminar as crenças limitadoras, aceitando o que sou e melhorando o que quero e preciso.

Nem sempre as crenças vem claras na mente, às vezes não tem uma voz dizendo "Por que você tem de ser tão preguiçosa?". Mas tem o incômodo por não conseguir dar conta de alguma coisa, e a sensação que qualquer outra pessoa daria e o defeito é comigo. São desdobramentos mais sutis da crença e bem mais difíceis de lidar!

Ahh, outra forma de perceber essas crenças internas é olhar com calma sempre que algo que alguém nos diz incomoda e pisa na ferida, sabe como é? Então, tem crença limitante ai!

E você, quais suas crenças limitadoras? Quais já consegui combater?

PS: Ainda tenho várias! Algumas que ainda me fazem sentir muito mal e que me fazem sentir que tenho defeito o suficiente para não ter coragem de declarar aqui. Muito trabalho pela frente! rs




terça-feira, 1 de outubro de 2013

A terapia do choro

Nos últimos dias tive de encarar o choro de diversas formas.

No domingo eu chorei  minhas dores. Meu peito foi invadido pelo medo e me sentia perdida. Meus pensamentos ficaram absurdamente negativos. Não conseguia sentir gratidão ou enxergar as coisas boas (e isso foi consciente, tentei mentalizar coisas boas!). Enquanto despejava toda tristeza no ouvido do meu marido (obrigada, amor! rsrs) a vontade de chorar veio tímida e permiti o choro.

Chorei lágrimas. Chorei lamentos. Falei tudo de ruim que passou na minha cabeça. E quando não sobrou mais nada, nem lágrima nem lamento, me senti leve! Foi como se o desabafo em lágrimas e palavras colocasse tudo para fora de mim. Como esvaziar um copo cheio e dar espaço para esperança novamente.

Isso me fez pensar no porquê de hoje em dia ser tão difícil chorar.
Por que seguramos e temos vergonha das lágrimas?

Nos incomodamos com o choro das crianças, dos bebês. Não gostamos de ver adultos chorando. Tentamos agradar, distrair, estancar as lágrimas! Mas elas são terapêuticas, ao cair fazem uma faxina e nos fazemos sentir melhor.

Depois encarei mais uma situação com choro e percebi o quanto tentei evitar o choro do meu filho e como isso fez mal para nós. (falei melhor sobre isso aqui)

Acho que preciso reaprender a chorar, em alguma parte do meu caminho me ensinaram que chorar é ruim e vergonhoso. Que incomoda! Assim como devem ter ensinado para você. Mas podemos mudar isso. Podemos aceitar e receber o choro, agradecer sua presença e sua faxina emocional. Ensinar nossas crianças que chorar é preciso. Não nos envergonharmos ou irritarmos com o choro dos pequenos ou dos adultos.

Agora vejo o choro como uma ponte entre a desesperança e a esperança. Entre a vontade de desistir e a de tentar de novo. Entre e a insegurança e a confiança.

E você? Aceita seu choro? Aceita o choro alheio ou fica desesperado esperando que acabe logo?

Dê boas vindas as lágrimas!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Colhendo os frutos do Projeto BomDia! (e também a Ayurveda)

Imagem daqui: http://www.saladeayurveda.com/2009/03/dinacharya.html


Comecei o Projeto BomDia! (que tinha o objetivo de me fazer acordar cedo diariamente) por esses motivos, mas como falei nesse post acabei achando melhor interrompê-lo.
Pois bem, mesmo tentando não encarar como falha o gosto amargo de não conseguir tinha ficado. Tentei afasta-lo e não me culpar. Consegui respeitar meus limites frente as circunstancias.
Pois bem, eis que alguns dias depois disso tudo percebi que o Projeto realmente funcionou!
Nesses últimos dias tenho acordado entre 6 e 7 horas sem despertador ou esforço. O esforço é sempre para levantar... rsrs
Mas acordo bem disposta, sem a sensação que preciso dormir mais (como aconteceu nos dias que me fizeram rever o projeto).
Paralelo a isso, estou estudando sobre Ayurveda e perdidamente apaixonada por essa medicina. Encontrado muitas das minhas reflexões, dos meus desequilibrios e intuições nos estudos.
Encontrei sobre a importância da boa digestão de tudo que absorvemos e de como as toxinas nos fazem mal. Como tinha refletido nesse e nesse post.
Sobre a importância do auto cuidado e do carinho conosco que me lembrou esse post.
Até sobre a importância da rotina e da regularidade que me fizeram iniciar o Projeto BomDia!.
Continuo meu caminho, com um passo de cada vez e a certeza que a vida flui com leveza quando permitimos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Equilíbrio e movimento

Eu sou a louca que fica em busca do sentido da vida. Tem dias que me sinto um ponto solto em uma costura mal feita e simplesmente não entendo o porque viver.
Mas hoje, durante uma meditação, encontrei uma resposta que me acalentou.
A busca principal da vida é o equilíbrio. E vamos encontra-lo voltimeia e perde-lo logo em seguida. Mas temos de estar atentos em como o alcançamos e em como perdemos. É natural que o percamos, o segredo e saber o que precisamos para recupera-lo.
Bem na verdade o equilíbrio é mesmo movimento, não é algo imutável. Tente equilibrar algo na ponta dos dedos e vai entender do que estou falando: é preciso ajustar o movimento conforme o peso do objeto, o vento, nossa própria respiração...

E é nisso que entra o auto conhecimento, a observação...saber quando precisamos de menos isso e mais aquilo. Dos ajustes que precisam ser feitos para manter tudo em ordem.

Eu preciso de menos informação e mais espaços vazios, silêncios. E você?

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Digerindo tudo!

Refletindo sobre minha desintoxicação de informação (nesse post) encontrei algo que vai de encontro com o que acredito, mas ainda não tinha percebido: preciso de uma desintoxicação geral. Mais do que isso, preciso aprender a conter meus excessos.

Informação e alimentação principalmente. Estou cheia demais de tudo. Alimentando meu corpo por um ansiedade que está se transformando em compulsão. Minha mente soterrada de informação porque tenho medo de onde meus pensamentos podem me levar.

Estômago cheio. Cabeça cheia. E eu com a sensação que não é suficiente. Sinto isso tão errado.

Preciso mesmo esvaziar. Escrever mais que ler.

Digerir tudo que está aqui antes de me alimentar de novo.

E então quando estiver vazia. Selecionar melhor os alimentos do estômago e da mente. Aproveitar melhor, degustar melhor e aprender a me satisfazer (ou reconhecer a satisfação).

Pausa nos blogs e na cozinha.

Vamos devagar, Roberta. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Fim de Agosto e Projeto BomDia!

Agosto terminou e com ele os 30 dias em que eu me propus a acordar as 6 horas.

Como já falei, acabei parando no meio do caminho. Algumas noites porque fui dormir tarde, outras porque acordei de madrugada (com meu filho de 23 meses). Alguns dias eu simplesmente preferi ficar na cama (esses eu considero simplesmente falha mesmo).

Os dois principais motivos que me fizeram desistir foram as acordadas noturnas do meu filho e que o tempo que tenho com meu marido ser tarde da noite. Não nos vemos todos os dias, só aos finais de semana, é um tempo precioso para mim.

Então, posso dizer que falhei e desisti do que me propus. Já senti vergonha disso, mas a verdade é que estou aprendendo a conhecer meus limites e esse aprendizado me faz feliz.

Prefiro assumir a falha e a desistência a me forçar a manter um compromisso que excede os meus limites.

Foi ignorar meus limites que me fez ficar tão cansada (já nem tanto! Ufa!). Aprender a vê-los, assumi-los e respeita-los me faz feliz.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Desintoxicando a mente

Eu tenho paixão por blogs. Muito mais que escrever, gosto de ler. Gosto de saber do ponto de vista e das reflexões alheias. De descobrir as ferramentas e as formas que cada um usa. E confesso, de saber da vida alheia também.

Mas percebi que a leitura dos meus feeds estava tomando um tempo significativo do meu dia. Mais até, estava ficando chateada quando não podia ler um post novo. Estava conferindo no celular se havia atualização constantemente.
Lia até o que nem me era interessante, vai que no meio do texto tem aquela frase que ilumina? E se eu estiver perdendo algo só porque o título não me chamou a atenção?

Pensando dessa forma ia sobrecarregando meu cérebro de informações que nem me eram relevantes. Me "alimentando" muito além da minha "fome" intoxiquei minha mente que não dava conta de digerir tantas ideias.

E o que era para ser prazer virou incômodo. O que era relaxamento se tornou obssessão.

Desde quarta parei de ver os feeds obsessivamente. Decidir isso não foi fácil, era uma ideia que vinha há algum tempo e confesso novamente, tinha medo. Medo do vazio. Mas depois de decidida e de passado os primeiros impulsos para ver as atualizações: Uau! Que liberdade. Tem espaço na minha mente para os meus próprios pensamentos.

Hoje voltei a ler, acabei me empolgando de novo e lendo demais. É, a sensação é ruim. Uma indigestão de informação.

Quero agora encontrar um meio termo. Definir uma forma tranquila de ler os blogs, aprender a ignorar os que não me interessam.

E continuo tentando desintoxicar... a vida!

sábado, 31 de agosto de 2013

Eu mereço?

Eu mereço comer doces, comprar coisas, deixar de fazer o que me faz bem para descansar. Mas isso são coisas ruins, pq eu acho que mereço coisas ruins como recompensa?

Pq acho que mereço me envenenar com doces? Me satisfazes com algo fulgaz como uma compra?

Será que o que vejo no consciente como recompensa no inconsciente é castigo? Acho que mereço coisas ruins pq não sou boa?

Será que me achar feia, chata, anti social, fraca timida desleixada porca procastinar  incompetente preguiçosa lerda covarde invejosa magra peluda branca descabelada incostante depressiva suicidia e todas as outras coisas ruins que penso de mim fazem com que eu queira me torturar e me castigar?

Como se reverte isso? Será que me cuidar como esperam fazendo depilação unha maquiagem usando roupas desconfortáveis saltos vertiginosos e fazer tudo isso com sorriso no rosto e feliz da vida pq é me cuidar é me amar na verdade não são torturar que aceito por não me achar suficientemente boa, bonita, perfeita.

Será que ser mulher me faz me sentir culpada pelos meus ciclos pelo meu sangue e por isso aceito pílulas, hormônios? Aceito que tirem de mim minha força e me sinto merecedora do que me faz mal.

Me torturo me anulo me perco me entrego a quem não me ama e acho que estou me cuidando, me amando. Me castigo porque não sou como deveria ser. Me culpo seja fêmea do meu peito. Mato minha alma dia após dia porque ela me envergonha.

Minha força esmagada por todas as regras disfarçada de escolhas. Peito dilacerado pela proibição de ser quem sou.

Minha pele te enoja, meus pelos te envergonham. Fluídos, gases, odores! Sou mulher, estou viva! Eu como e arroto. Suo. Mijo. Cago. Peido. Sim! Eu estou viva! Minha alma ruge no meu peito. Você não vai me silenciar.

Eu não mereço nada menos do que ser eu mesma e estar viva. Com todos os odores e fluídos que isso representa.

Dispenso suas torturar disfarçadas de feminices. Dispenso o salto, a pintura, a perfumaria. Dispenso pílulas, hormônios. Quero meu sangue fluindo do meu ventre. Quero leite jorrando dos meus seios. Quero a vida gerada no meu ventre, no coração e na minha alma.

É! EU GERO VIDA! Filhos, ideias, sonhos, projetos...

Sou mulher e não vou mais me castigar pela minha força. Pela minha perfeição cheia de falhas. Pelo meu corpo único. Minha beleza que é só minha. Não vou mais me desculpar pelos meus pelos ou odores. A vida cheira com ousadia. Seus castigos não me pertencem, são seus!
Não vou mais implorar perdão por gerar vida, por enfeitas o mundo. Por querer liberdade. Por querer ser inteira. POR SER!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Auto-observação

Do Pinterest. @Silvia Iaconisi 



Um hábito que aprendi e tem feito muita diferença a longo prazo é o da auto-observação.Ele é tão simples que acabamos ignorando o seu valor.

Foi esse hábito que me trouxe melhorias significativas nas áreas mais diversas: maternidade, alimentação, saúde... E melhorou muito minha consciência no geral: corporal, mental, emocional, alimentar!

Um bom exemplo foi o bruxismo/briquismo. Eu tinha muitas dores por manter o maxilar tensionado a maior parte do tempo. Acordava com dores de cabeça e na face porque dormindo era ainda pior. Foi em uma aula de ioga que a instrutora chamou a atenção para essa área durante o relaxamento e pela primeiro vez, de forma consciente, relaxei o maxilar.

Depois disso, foi a observação, sempre que eu me lembrava, iniciava o processo: parava, observava meu maxilar e o relaxava.
Os primeiros efeitos vieram durante o dia, e depois de intensificar a observação diária, a noite o problema diminuiu drásticamente.

Como praticar
Sempre que estiver de bobeira leve a atenção para o corpo. Observe apenas, tente não alterar nada, só sentir como está tudo. Chame a atenção a cada parte do corpo.
Como seus dedos do pé estão? Algum incômodo neles? E vá indo de área a área. Você pode começar por partes maiores (pé, perna, área genital, braços, mãos, pescoço e cabeça) e conforme a prática ir detalhando mais.

Depois de observar o corpo, passe para os pensamentos. Até que se acalmem um pouco.

E por fim, aos sentimentos. Você se sente bem? Algum sentimento confuso? De onde ele vem?

Basicamente é isso, mas você pode estender para tudo. Alguns exemplos:

- Observar-se enquanto trabalha. Como fica sua postura? O que você pensa? Como se sente?

- Durante as refeições. As mesmas perguntas anteriores e também como meu corpo reage a determinado alimento. Coma prestando atenção, pense no caminho que a comida está fazendo.  e espere alguns minutos para sentir os efeitos.

- quando está bravo
- com sono, com fome, cansado, estressado
- conversando com alguém
- lendo esse post ;-) é. Como você está agora?
- ouvindo música
- Apreciando arte
- fazendo sexo

As possibilidades são infinitas! Observe-se e conheça a si mesmo!
Depois disso fica mais fácil mudar algo que não goste (ou menos difícil). 


Ferramenta poderosa para pessoas como nós acostumadas ão piloto automático em tudo.

Tão simples que você nem se interessou né?

PS: Esse post estava escrito faz um tempo e semana passada recebi esse link de uma amiga eutonista. Um programa da CBN com uma entrevista sobre Eutonia. Fez tanto sentido para mim! http://cbn.globoradio.globo.com/programas/caminhos-alternativos/2013/08/17/EUTONIA-A-CURA-DO-CORPO-E-DA-CONSCIENCIA.htm

domingo, 18 de agosto de 2013

Em germinação... (e Projeto BomDia!)

Benjamin aprendendo a observar as reais belezas.
Eu não estou fluindo, e hoje isso não está exatamente ruim. Sinto como uma parte do ciclo.

Eu ainda estou em "germinação" como falei no post anterior. Mas aceitar essa fase ajudou bastante no controle da minha irritação e não me sinto tão estressada.

O fato é que tenho passado por um momento delicado e me fingir de forte ignorando as dificuldades não ajudou.

Faz pouco mais de 2 meses que me mudei com filhote humano e um casal de gatos para outra cidade. Marido ficou pelo trabalho e vem quando dá. A casa é enorme (da família) e já tinha uma cachorra. Então estou cuidando de todos esses seres e acumulei as tarefas que eram do meu marido. Além da minha empresa que tento fazer virar.

Esse panorama foi todo escolha minha. E não me arrependo, mas isso não quer dizer que seja fácil. Está muito difícil! E decidi aceitar as dificuldades, assumi-las, chora-las até.

Estou também buscando formas de me organizar melhor aqui e aliviar minha carga. Foi complicado confessar para mim mesma que eu não dava conta. Feito isso, estou na parte prática: 

  • O que posso delegar? 
  • O que posso eliminar? 
  • O que é essencial para todos? 
  • Qual o mínimo para minha sanidade?

Aceitar a fase difícil e que estou em adaptação foi essencial para conseguir ter mais equilíbrio, então me pergunto até que ponto essa corrida pela felicidade (ou estar bem) é realmente necessária?

Quanto ao Projeto BomDia, sigo tentando, como podem acompanhar aqui. Porém meu filho está passado por uma fase difícil também (dentes!) e decidi não me estressar quando não conseguir levantar. Vou seguir no projeto até completar 30 dias e pensar em conseguir 30 dias levantando cedo antes de passar para o próximo projeto.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A ditadura da felicidade

Do Pinterest. @GorrGam Wirabutra

Hoje olhei meus pensamentos. Encarei no fundo dos olhos dos meus sentimentos. E questionei:

de onde vem tanta irritação? o que tem atrapalhado tanto os meus dias? por que tenho visto tudo sem cor? o que me tira a paz?
A resposta me assustou.

Não eram as perguntas que me atrapalhavam, não era a sensação de estar perdida que me irritava. Não era.

O que me deixava mal era a necessidade e a cobrança de me sentir bem. Se é que mais alguém consegue ver sentido nesse frase.

Mas por que eu preciso estar sempre bem? Feliz? Super animada com a vida e satisfeita sempre?

Porque algum dia eu acreditei que esse padrão devia existir em mim. Assim como já acreditei que eu devia ser extrovertida, ter fala fácil e fazer amigos como quem abre um livro.

Hoje vi o quanto essa auto-exigência me fez mal. E mesmo já lendo vários textos sobre isso há tempos, foi hoje que a ficha, de fato, caiu.

Não estou dizendo que devamos aceitar a tristeza e a introspecção crônica (ou talvez, devamos. quem sou eu para dizer que não também?).

Mas eu sou mulher. Sou fêmea. E como tal, vivo em fases, em um ritmo próprio e hoje, agora, eu preciso disso. Preciso! Assim como acredito que um organismo precisa de uma febre para melhorar. Como as flores precisam do inverno para florescerem na primavera.

Tentei fugir desse ciclo, e o que aconteceu foi que fiquei ainda mais perdida. Forçava ficar bem e conseguia por alguns instantes, mas logo caia. Uma montanha russa que eu criei, por medo de aceitar a melancolia, a introspecção.

A verdade é que nem nome sei dar para esses sentimentos. Mas tudo bem, porque agora vou aceitá-los, observá-los e ai, vou conhecê-los, nomeá-los (se achar necessário) e descobrir o que me trazem de aprendizagem, o que querem me mostrar.

Oficialmente em período de hibernação. Silêncios e suspiros longos  me esperam.

sábado, 3 de agosto de 2013

Projeto Bom Dia!

1ª foto (do 3º dia). A neblina me inspira!


Vou transformar meu objetivo de agosto no projeto BomDia! Isso vai me ajudar a focar ainda mais nele e me esforçar o máximo para alcançar o objetivo.

Minha meta é conseguir acordar às 6 horas da manhã TODOS OS DIAS. Sim, domingos e feriados também. Com uma tolerância de 30 minutos nos dias que eu for dormir mais tarde ou dormir mal.   

Pode parecer bobo tratar como um projeto assim, mas demonstra a relevância disso na minha vida. (principalmente para mim mesma, essa é a ideia!)

Por que acordar mais cedo?

Como falei no post anterior, estava andando desanimada, negativa e extremamente cansada. Sem saber o que fazer ou por onde começar para melhorar. Mas no dia 1º acordei cedo por necessidade e vi o quanto me senti melhor. Mais disposição, mais ânimo, mais gratidão!

Como vai funcionar?

O BomDia! vai ser esse álbum de fotos no meu perfil no Facebook com uma foto que tirarei a cada manhã, contando se consegui ou não cumprir a meta naquele dia.

O projeto terá duração de 30 dias. 


Vamos também?
Quem quiser me acompanhar está convidado!
Só deixar seu álbum de fotos nos comentários e incluo ele nesse post.

Esse projeto foi inspirado nas dicas e métodos do Leo Babauta. Recomendo muito seu site, um de seus ebooks e o livro que estou lendo dele (dica de uma querida, beijo, Lu) . 

Ps: eu sou publicitária/designer e deu uma vontade enorme de criar uma identidade visual  para o projeto. Sei que isso ajudaria na minha valorização do projeto. Mas sei também que é um gasto de energia e tempo desnecessário para esse projeto específico. Quanto mais simples ficar o processo melhor. (Foco, Roberta!)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Voltando a acordar cedo

Decidi retornar um compromisso que deixei de lado: acordar bem cedinho

Hoje consegui acordar mais cedo e antes do meu filho. Tive uns minutos só para mim, fiz a higiene matinal com calma, fiz alongamentos e meditei. Ainda deu tempo para tomar um chá quentinho lendo um artigo. E adorei isso!

Fiquei mais disposta o resto do dia, me senti mais disponível para o meu filho, e mesmo dedicando um tempo pra mim consegui agilizar umas coisas da casa e alimentar a bicharada.

Há alguns dias (ou semanas? ou meses? =/) eu estava me sentindo mal, não conseguindo cuidar de nada nem ninguém direito. Irritada, não aproveitando as coisas boas que tenho, só vendo o lado ruim de tudo. 
Não sabia por onde começar a melhorar as coisas, já tinha tentando de várias formas e só piorava. Até que acordei cedo e vi que isso mudava tudo! E é uma coisa simples de implementar.

Para conseguir ânimo para levantar da cama nesse frio, vou me concentrar nos benefícios, que para mim são:

- mais disposição durante o dia.
- tempo exclusivo para mim.
- respirar o ar da manhã que é delicioso!
- ver a cidade envolta em neblina.
- Poder fazer as coisas com calma e foco (impossível isso com um filho de 22 meses acordado!)
- Mais tempo para investir em tudo que quero.


Meu único receio são os dias que meu filho acabar acordando comigo, porque ai meus planos vão por água abaixo e vou ficar frustrada. Como resolver isso?

Ideia para solucionar isso: explicar antes o quanto esse horário é importante para mim e pedir que ele respeite.

terça-feira, 30 de julho de 2013

seguindo intuições

Do Pinterest. @Enrhedando Yolanda 

quis e o universo conspirou.

ou talvez ele tenha conspirado e ai eu quis.

o fato é: estou aprendendo a costurar. e não imaginei que teria tanta intimidade com as máquinas.

apaixonada pelas linhas, pelos tecidos e pelo movimento da agulha.

coração cheio. obrigada, universo.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

a maternidade, a vida e a morte

Hoje lembrei do parto do Benjamin mais uma vez. De como era pegar no colo aquele serzinho minúsculo de uma força que não cabia nele. 

De conhecer a vida através da morte.

Para ele nascer muita coisa em mim teve de morrer.

Para que ele cresça em tamanho e sabedoria outras tantas morrem diariamente. Agora em nós dois...

Ser mãe traz a morte diariamente. Morre a cada dia a necessidade que ele tem de mim...nasce a cada dia as descobertas dele. As minhas também.

Talvez a dificuldade que tenho em ser mãe seja a de saber deixar morrer o que precisa ir. Soltar, desapegar...

Metade de mim se agarra enquanto a outra se esquiva.

Talvez o segredo de tudo seja simplesmente deixar morrer para que o novo venha, nasça.

Soltar, deixar fluir...

Eu sou um rio de sangue que desemboca no mar de Iemanjá.

terça-feira, 23 de julho de 2013

represando um rio

quando o rio deixa de fluir para onde se deve olhar?

quer perguntas devem ser feitas?

quais pedras eu não estou sabendo contornar?

que apegos não me deixam mais fluir?

fecho os olhos e respiro fundo. lembro que vou voltar a fluir quando tiver de ser.

confio. aceito. até os rios têm de saber esperar.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

saudade de mim

no meu peito uma saudade que grita.

ela já sussurrou. já me chamou com calma, com paciência.

hoje grita, esperneia. já a fiz esperar tanto por mim. ela me quer, precisa de mim.

ah, que saudade de mim. do silêncio dos meus pensamentos.
de escrever sem pressa. de ler um livro em um dia, mal parando para comer.

que delícia olhar fundo no olho dessa saudade e dizer: "ok, eu te aceito. vem!"

tudo bem ter saudade. tudo bem sentir falta. o amor pelo meu filho não diminui porque eu quero meu próprio espaço. nem é tanto precisar ficar longe dele, mas é muito precisar ficar só comigo.

reconhecer e aceitar a saudade ajuda tanto. assumir meus sentimentos facilita, só assim eles podem fluir.

fluir é uma palavra tão bonita. ainda me sinto um rio.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Liberdade

hoje me sinto um rio.
eu fluo e deixo ir embora o que não deve ficar.

minhas águas são o presente, o agora.
deixo para trás o que já passou e faço o possível para não idealizar as próximas gotas.

senti meus medos e dores sem fugir, sem vergonha encarei cada um, olhei fixamente, observei como meu corpo e minha mente reagia a cada. e eles vieram como uma onda, os vi passar sem pressa, me entreguei a eles. e eles se foram.

como as contrações do parto, foi mais fácil sentir cada dificuldade.
me soltei, me acalmei e confiei. a onda passa e vai tudo ficar bem.

e assim vi cada onda ser entregue ao mar. lá nós braços de Iemanjá.

hoje tentei lembrar e vi que se apagou, sem remorso, sem rancor...
se foi e me sinto livre como nunca me senti.

li
ber
da
de

com muitos espaços para respirar. livre.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Oil Pulling - Massagem bucal com óleo vegetal



Eu conheci o oil pulling, uma espécie de massagem bucal, pelo Vida Ativa da Ana Thomaz nesse post. No mesmo dia decidi experimentar, e antes de dormir lá fui eu com uma colher de sopa de óleo de argan (era o que eu tinha) para dentro da boca e comecei a massagear. Não sei quanto tempo fiquei, mas assim que eu cuspi o óleo senti minha boca mais leve. Ok, tava aquele monte de óleo impregnado, mas mesmo assim parecia mais limpo.
Então peguei a escova e, para minha surpresa, sem nenhum esforço retirei todo o óleo e junto muita sujeira dos dentes. Lavei a boca com água e passei o fio dental, só um dente sangrou e nada de incômodo.
Aqui é preciso abrir um parênteses, eu tinha sérios problemas com o fio dental, além de todos os dentes sangrarem muito (muito mesmo) ao passar o fio dental, depois eu ficava com o a arcada dentária muito dolorida. Parecia que eu tinha ficado com a boca contraída por muito tempo e era horrível, por isso, não conseguia passar o fio dental diariamente. No primeiro e segundo dia, teve pouco sangramento, agora (duas semanas depois) já não sangra mais.
Para eu conseguir ficar com os dentes limpos como senti nesse dia, eu precisava escovar os dentes com muito vigor, força mesmo. E eu já falei do que acho sobre esse tipo de atitude com nós mesmas aqui. Além disso tudo, tenho a sensação que os dentes não ficam tão sujos durante o dia todo depois de fazer a massagem pela manhã.

Bom, mas como faz? 
De manhã, antes de comer qualquer coisa, coloque uma colher de sopa de óleo de gergelim ou girassol (usei o de argan e o de coco, que são os que tenho) e faça movimentos com a boca para que o óleo passe por toda os dentes, gengiva, língua. Não faça gargarejo ou bochecho, deixe que o óleo se movimente devagar pela boca e tente ter o máximo de consciência no processo. Faça isso entre 15-20 minutos e depois cuspa, o óleo deverá estar leitoso e bem branco, se não estiver assim foi óleo demais ou tempo de menos. Lave bem a boca, escove os dentes (com ou sem pasta - eu prefiro sem) e passe o fio dental. Depois venha me contar o que achou!

Para começar: Se for difícil manter o óleo tanto tempo na boca faça o quanto aguentar e vá aumentando o tempo progressivamente.

Como funciona? 
O óleo se une a saliva e vai puxando (por isso oil pulling) bactérias, muco e toxinas do corpo.

Qual os efeitos a curto prazo?
Mais do que higiene, essa técnica ayurveda é uma desintoxicação do corpo todo. Os efeitos que eu relatei foram os que eu tive nessas duas semanas que tenho experimentado. Percebi também que o muco sai mais facilmente depois da massagem (sinto vontade de tossir e preciso limpar o nariz, para soltar), tenho sentido meus dentes mais brancos, não uso mais pasta de dente e meu hálito nunca esteve melhor (mesmo depois de ficar muito tempo sem comer, ou de acabar de comer). Minhas olheiras melhoram também como a Ana Thomaz comentou no post dela.

E a longo prazo?
Esses eu ainda não posso falar, mas extrai o seguinte desse texto, da Conceição Trucom.

"Esta terapia atua, ao mesmo tempo, em todo o organismo de maneira preventiva, aumentando o nosso equilíbrio e curando-o energeticamente.
Esta prática é indicada para tratar problemas como dores de cabeça, bronquite, dor de dente, problemas de gengivas (incluso dentes moles), formação de tártaro, tromboses, artroses, eczemas, úlcera de estômago, problemas intestinais, cardíacos, renais, encefalite e diversas doenças da mulher. É possível também tonificar o sistema circulatório, nervoso, digestivo e respiratório, prevenindo doenças crônicas."

Cuidados: depois da massagem o óleo fica repleto de toxinas e tudo de ruim que acabou de tirar do corpo, por isso evite o contato e não engula.

NOTA: Procurando uma imagem para o post encontrei o seguinte trabalho acadêmico que, através de uma pesquisa, concluiu que:

"[...] a escovação com óleo de amêndoa dificulta a aderência de placa ao esmalte dentário, pois o índice de placa dentária após a escovação com óleo é significantemente menor que após a escovação com os cremes ou géis dentais existente no mercado brasileiro, o que sugere a elaboração de novos estudos e mais completos, com amostra maior, para a aplicação dessa substância (ou similares) na higienização dentária."

segunda-feira, 11 de março de 2013

...e o bolso vai se enchendo...

[...o que me faz lembrar que é preciso esvaziar...]

Nova musa inspiradora, Ana Thomaz.
Ela fala de descolarização. E a lendo vi que preciso muito disso: deixar de seguir manuais, de precisar de referências. Que a busca seja de dentro para fora, e não o inverso.

Algumas falas delas se encontraram com as de outros que gosto. Leo Babauta, por exemplo... e alguns dos meus pensamentos que têm surgido incessantemente também.

- estar presente no momento, saborear - Ana acrescenta estar presente em nosso corpo, em nossas emoções
- deixar fluir tudo, desapegar de tudo. até e, eu diria principalmente, das emoções. Ser como os pequenos que passam de uma para outra em segundos, simplesmente porque deixam ir como um rio.

e chega por hoje. que é hora de dormir.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Células em rebuliço

Uma sensação ruim tem me acompanhado essa semana, como se meu corpo estivesse inteiro formigando. Minha respiração fica curta e entrecortada, só não está pesada. Meu corpo parece estar cheio de nós enquanto minha células correm para lá e para cá sem saber o que fazer.
É assim que me sinto, e é estranho descrever essa sensação. Parece surreal.

Que urgência é essa?

Penso nos trabalhos para fazer, e me sinto um robô tendo que processar tudo isso.

Eu decidi parar um pouco e refletir sobre essa sensação, mesmo minha mente dizendo que tenho que trabalhar, tenho que trabalhar, tenho que trabalhar (sim, ela está dizendo repetidas vezes).

Sinto essa energia presa no corpo, querendo sair. Penso em um caixa de vidro com ratos dentro que correm para lá e para cá rebatendo suas cabeças no vidro. É estranho. Bem estranho.

Por que estou assim?

Quero ler todos os meus feeds, quero ver o facebook e os e-mails. Quero trabalhar e terminar todos  os trabalhos, a cada tarefa que estou fazendo fico pensado "Será que é essa mesmo a mais urgente? E aquele outro cliente? Não posso falhar com nenhum! Não posso deixar que pensem que não me importo com o trabalho deles."

Preciso de dinheiro. Preciso cuidar da alimentação. Preciso ser organizada. Preciso ler. Preciso melhorar. Preciso meditar. Fazer ioga. Preciso ser feliz, como posso ser feliz? Por que não sou feliz? Por que estou explodindo tanto? Por que estou tão estressada? Preciso simplificar meu dia, meu dia não pode ser mais simples.

Vou entrar em colapso. Preciso mesmo descansar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Bem-vindo fevereiro!

Chegou fevereiro de verdade, hoje é o meu primeiro dia investindo no hábito de processamento. Acabei de reler o capítulo dedicado a ele no ZTD, e para começar vou definir algumas tarefas para organizar minhas caixas de entrada e também os locais para onde as coisas vão.

Tarefas:

- Listar e diminuir ao máximo possível as caixas de entrada (Feito: Juntar Gmail com o email do Estúdio Jabuticaba).
- Processar o que já estiver lá. Se houver muitas coisas colocar em uma pasta para organizar depois. (Pensando em fazer isso com o e-mail e ir processando aos poucos)
- Definir para as coisas vão
- Definir horários/rotinas para o processamento diário (de manhã? de tarde? de noite?)

Minhas caixas de entrada:

- E-mail no Gmail (com várias contas)
- E-mail do Estúdio Jabuticaba
- Facebook
- Caderninho
- Celular (uso quando por alguma razão não estou com o caderninho na mão)
- Caixa da escrivaninha (é para onde está indo minhas contas e a papelada, por sorte, não tenho muita)
- Google Reader

A única caixa de entrada que dá para unir é o meu Gmail com o email do Estúdio Jabuticaba. Inicialmente eu não queria fazer essa união para separar pessoal de profissional. Mas o e-mail do Estúdio não tá funcionando muito bem, então já estou tratando de trabalho no meu e-mail pessoal. Vou tentar unir.







quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

E janeiro chega ao fim.

Último dia de janeiro, e eu estou bem feliz com esse ano (e comigo nesse ano! rs). Acho que esse primeiro mês foi bem proveitoso, muito para melhorar, muito para me empenhar mais. Só que é isso, né não? Eu tô trilhando o caminho, não me sinto mais parada. Tem movimento, tem energia, tem fluxo... eu estou fluindo!

Acabei de receber o contato de uma amiga para iniciar um projeto que quero muito. E acho que veio em boa hora, eu comecei a montar minha estrutura para fazer coisas novas na minha vida, essa estrutura ainda está em desenvolvimento, mas já tá cabendo esse projeto. E eu me sinto tão feliz em ter um projeto, que tem a ver com a minha luta. EU VOU AGIR! Chega de sonhar, chega de planejar, chega de me frustar por não fazer nada...

E vamos para Fevereiro. O que teremos em fevereiro? Férias do Alex!

Hábito principal: PROCESSAR (e continuar com a COLETA)

Hábitos secundários
- Beber mais água
- Estar mais presente em cada momento
- Meditação
- Exercícios
- Cuidados com a casa

Atividades
- Aulas de carro
- Exames médicos
- Consulta com a Dra. Clínico Geral
- Consulta com dermatologista


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Janeiro: COLETAR

Janeiro foi o mês em que me dediquei ao hábito Coletar do método ZTD. Minha preocupação principal foi anotar tudo que passava minha cabeça e precisasse ser guardado. Acho que consegui fazer isso, mas ainda não sinto que é um hábito consolidado. De qualquer forma, vou passar para o próximo hábito em fevereiro, PROCESSAR. Pode parecer pouco um hábito por mês (como o próprio Leo Babauta disse tantas vezes), mas foi um mês tranquilo, consegui fazer o que me propus (coletar, coletar e coletar). O mês fluiu muito bem, sem muitas cobranças em novos hábitos, sem sistemas confusos e com a sensação maravilhosa de que estou caminhando para frente. Estou feliz com a técnica do ZTD, devagar e sempre!

domingo, 27 de janeiro de 2013

...ponto. a. ponto...

Eu nunca consegui fazer trabalhos manuais como costura ou bordado, e agora sei o porque. Não consigo pensar em ponto por ponto, meu foco fica sempre no trabalho finalizado, em ver o resultado final. E é desanimador pensar em quanto falta para terminar, ou pior, errar e ter de desfazer. E isso é um problema com tudo, tenho de aprender a valorizar cada ponto, cada etapa por menor que seja. Viver o presente do processo e não o final, lá em um futuro que parece tão distante. Quero trabalhar o foco no presente, no processo, nos pequenos passos. Saborear cada pequeno pedaço de vida, como diz Léo Babauta.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A bússola da minha vida e dos meus dias


Como quero passar meus dias? Como eles precisam para valerem a pena?

Por muito tempo achei que objetivo e plano de vida eram coisas materiais, fisicas ou, no máximo, financeiras. Nem sei bem porque, mas era minha visão. Foi um post do AcreditarSimples mais o Leo Babauta que me mostraram um caminho mais subjetivo e baseado em valores.

Agora quero pensar nos meus dias assim, um por um, agindo e buscando esses valores diariamente. Estou cansada de viver esperando sei lá o que. De pensar em quando as coisas estiverem melhores e sem problemas, como se algum dia isso fosse realmente acontecer.

Tentando definir minha bússola:

- ser feliz. (Mas o que é ser feliz para mim?)

- dias agradáveis. (Ainda tão genérico e indefinido.)

- ser uma boa mãe. Ter paciência. Ouvir meu filho. Enxergá-lo. Saber falar com ele sem ser grossa, mesmo que brava com ele e principalmente com outras coisas. Saber dar o espaço dele e ter o meu.

- cuidar dele, de mim, do Alex, dos gatos, da casa. Oferecer um ambiente agradável e organizado para todos.

- não mentir, esconder ou enganar. >> Ser verdadeira comigo e com os outros. Ser sincera!

- usar afirmativas o máximo possível. (inclusive nessa lista, rever considerando isso)

- valorizar os amigos e a família. Fazer algo por alguém todo dia. (um olá tudo bem diário para cada pessoa por dia talvez)

- boa esposa. Ouvir mesmo o que não for dito. Preocupar, cuidar e amar sem esperar em troca. Apoiar, falar a verdade.

- cultivar bons pensamentos e sentimentos. Aceitar os negativos e transformar em bons.

- cuidar da minha saúde. Alimentos. Exercícios. Médicos

- agir mais que falar pensar.

- evitar distrações que nem produzem nem descansam. Facebook

- aceitar as pessoas. Focar em mim

- reconhecer o ego

- buscar o essencial. Eliminar o resto.

-  descansar. Ouvir meu corpo.

- beber água.

- amar acima de tudo.

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O que eu gostaria que meus dias tivessem?

- Produção / Criação com o Estúdio Jabuticaba e para o Estúdio Jabuticaba
- Ioga e meditação
- Um ambiente agradável e aconchegante
- Alimentação saudável e prazerosa
- Momentos gostosos com os que amo.
- Enxergar um milagre/maravilha todo dia (uma borboleta em um lugar incomum, um sorriso simpático a toa, uma criança que nasce...)
- Fazer alguma diferença no mundo (com a liberdade da mulher e a valorização dos segredos e ciclos femininos)
- Contato com a natureza







segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Gratidão e Notas

Hoje eu acordei com um calor diferente no peito. As coisas não andam fáceis nesses últimos dias, mas sem nem perceber muito bem o porquê me vi agradecendo as dificuldades que me fazem crescer.
Automaticamente meus ombros relaxaram e minha mandíbula se soltou, eu reparei no que eu tinha pedido e sorri. Me senti leve. Que eu cresça, então.

Aliás, agradecer é um outro hábito que quero cultivar. Com o peito cheio de gratidão tudo fica mais fácil. Às vezes nos perdemos no dia a dia e esquecemos de agradecer, tanto as coisas pequenas como as grandes. Esquecemos, principalmente, de ser gratas às pessoas maravilhosas que temos em nossa vida, de dizer isso à elas. Preciso fazer mais isso.

Notas para não esquecer:
- Definir (escrever) minha bússola: Não quero fazer planos, nem metas. Quero definir as coisas importantes para mim, e quero viver cada dia de uma vez com essas coisas em mente.

- Descobrir o que é essencial para mim: Para conseguir eliminar o resto.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Tá tudo cheio, transbordando. Vazando e escorrendo pelas bordas. Pensamentos escapando pela orelha. Tem comida, tem cozinha, tem limpeza e tem trabalho. Tem bebê, alergia, tosse e resfriado. Tem sujeira, tem pó, tem bagunça e tem desordem. Tem solidão. Tem sorrisos, tem passinhos, tem beijinhos e amor. Tem choro, tem soluço, tem medo, tem susto.

Recomeçando por aqui

Depois de muito tempo sem escrever nada, senti necessidade de voltar a escrever. Esse blog hoje vira um diário pessoal, por enquanto, aberto só para mim mesma. Pode ser que um dia eu mude isso e o torne aberto. Mas hoje eu só quero registrar mesmo.

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 - Depois de 2 anos sem menstruar, voltei a sangrar. Susto + uma mescla de felicidade com "ah, absorventes, não". Preciso comprar um coletor menstrual.

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Li o livro Zen to Done (ZTD) do Leo Babauta (zenhabits), traduzido pelo Lucas Teixeira.
E esse mês (Janeiro/2013) estou construindo o hábito de COLETAR. Esse blog diário, de certa forma, me ajudará nisso. Junto com o caderno, o Evernote.