quarta-feira, 24 de julho de 2013

a maternidade, a vida e a morte

Hoje lembrei do parto do Benjamin mais uma vez. De como era pegar no colo aquele serzinho minúsculo de uma força que não cabia nele. 

De conhecer a vida através da morte.

Para ele nascer muita coisa em mim teve de morrer.

Para que ele cresça em tamanho e sabedoria outras tantas morrem diariamente. Agora em nós dois...

Ser mãe traz a morte diariamente. Morre a cada dia a necessidade que ele tem de mim...nasce a cada dia as descobertas dele. As minhas também.

Talvez a dificuldade que tenho em ser mãe seja a de saber deixar morrer o que precisa ir. Soltar, desapegar...

Metade de mim se agarra enquanto a outra se esquiva.

Talvez o segredo de tudo seja simplesmente deixar morrer para que o novo venha, nasça.

Soltar, deixar fluir...

Eu sou um rio de sangue que desemboca no mar de Iemanjá.

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